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RODRIGUES, Maria Luiza de Barros. vi.bra.ção: modos de ser e de fazer a cidade a partir de sonoridades afrodiaspóricas. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design, Universidade de São Paulo – FAU-USP, São Paulo, 2025, 205 p.


disponível aqui


Esta tese propõe uma investigação do espaço urbano por meio da experiência sonora, que busca, primeiramente, analisar e entender a cidade nesses termos: como um lugar composto de sons, experienciado por meio da escuta e das sonoridades. O objetivo de tal proposta é o de pensar a forma de fazer e viver a urbe específico à diáspora negra, principalmente a brasileira, e refletir, junto a outros autores de diferentes áreas do conhecimento, sobre como o som (e, por consequência, a música) informa essa construção socioespacial. O conceito-chave que permite essas operações é a vibração, cuja potência polissêmica é experimentada por diferentes interlocuções e caminhos. A hipótese da tese é que a vibração, sob a lente das sonoridades afrodiaspóricas (enquanto contexto social que moldou os grandes centros urbanos brasileiros), condiciona modos de existir no mundo que, por sua vez, se refletem na/se relacionam com/organizam a vida cotidiana, modulando práticas espaciais que fazem a cidade por meio de saberes situados. Nesse sentido, a pesquisa navega em temas como as formas do cotidiano contemporâneo, assim como tecnologias por vezes ancestrais que ancoram a existência das comunidades sonoras. Esses formatos, aqui chamados de espaços ou geografias vibracionais, têm dimensões ontológicas, cosmológicas e estéticas que necessariamente questionam o fazer urbanístico normativo – são atravessamentos atlânticos que invertem a linearidade do espaço-tempo tradicional, por exemplo, ou hierarquias sensoriais onde a visão e fixação perdem sua primazia. Assim, a pesquisa traz contribuições epistemológicas para o campo do urbanismo e busca ampliar os vocabulários disponíveis, apostando em como as reverberações da negridade revelam relações, presenças e invenções na urbanidade. Para isso, adota-se uma abordagem prático-teórica e interdisciplinar, com estratégias qualitativas como observações diretas em campo, entrevistas semiestruturadas, pesquisa por discos de vinil e análises bibliográficas. Alguns dos instrumentos teóricos que surgem desse exercício são as ideias de composição, frequência e polifonia, que servem tanto como forma de ordenar o texto quanto como recursos de tradução para conceitos do urbanismo, aptos à análise da urbe. 

Palavras-chave: vibração; diáspora negra; sonoridade; espaço; experiência urbana; geografia vibracional.

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This dissertation proposes an investigation of urban space through sonic experience, its initial understanding and analysis of the city being set on those terms: as a place composed of sounds, experienced through listening and sonorities. The aim of this proposal is to consider the ways of creating and living the city specific to the Black diaspora – especially the Brazilian one – and to reflect, alongside authors of varied academic backgrounds, on how sound (and, consequently, music) informs their socio- spatial construction. The key concept that enables this exercise is that of vibration, whose polysemic force is experimented with through different interlocutions and research routes. The main hypothesis of this research is that vibration, understood under the lens of Afrodiasporic sonorities (and thereby, as a social force that shapes and has shaped major Brazilian urban centers), conditions modes of existing in the world that, in turn, are reflected in/related to/organize everyday life, shaping spatial practices that build the city through situated knowledge. In this sense, the research navigates themes such as the forms of contemporary everyday life, as well as the sometimes-ancestral technologies that anchor the existence of sonic communities. These formats – named “vibrational spaces” or geographies by the author – have ontological, cosmological, and aesthetic dimensions that necessarily challenge normative urban thought. They constitute Atlantic crossings, which may, in turn, invert the linearity of traditional space-time, Western sensory hierarchies (wherein vision and fixation lose their primacy), among others. As such, the research offers epistemological contributions to the field of urban studies and seeks to broaden its available vocabularies by emphasizing how the reverberations of Blackness reveal relations, presences, and inventions in urban life. To do so, it adopts a practice-based, theoretical, and interdisciplinary approach, with qualitative strategies such as direct field observations, semi-structured interviews, vinyl records/crate diggings, and literature reviews. Some of the theoretical instruments that emerge from this effort are the notions of composition, frequency, and polyphony, all of which serve both as ways of organizing the text and as resources for translating concepts suited to the analysis of the city. 

Keywords: vibration; Black diaspora; sonority; space; urban experience; vibrational geography.


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